Estabilidade resiliente

 

23/09/2022

 

Muitos especialistas consideram que essas eleições gerais desse ano serão motivo de muitos estudos no futuro, da mesma maneira que serão as de 2018, mas por motivos completamente diferentes.

As eleições de 2018, os entendidos são unânimes a respeito disso, foram um verdadeiro ponto fora de curva. Foi tudo muito peculiar. As chamadas redes sociais, por bem e muito mais para o mal, substituíram a propaganda oficial no rádio e na TV (os meios tradicionais da mídia eletrônica). Os grandes partidos, totalmente alijados, viram o triunfo do outsider Jair Messias Bolsonaro (uma versão “hard-core” de Fernando Collor de Mello do primeiro pleito presidencial pós-regime militar, no já longínquo ano de 1989).

Nesse ano de 2022 o que tem surpreendido muitos analistas é a incrível estabilidade dos números nas pesquisas de opinião, principalmente entre os dois principais candidatos: o mencionado presidente-candidato Messias e o petista Lula da Silva.

Pelo último levantamento do Datafolha, divulgado no último dia 15, Lula tem 45% das intenções de votos e Bolsonaro tem 33%. Ciro Gomes tem 8% e Simone Tebet tem 5%. Esses números estão praticamente estáveis há quase três meses.

Muitos têm dito que essa eleição está sendo pautada pela agenda econômica (quando em 2018 o mote principal foi a agenda de costumes e a questão da corrupção). É inegável que nos últimos três anos e meio a miséria se alastrou e o Brasil voltou ao vergonhoso Mapa do Fome.

Dessa maneira o eleitor, principalmente o mais pobre, votará muito em razão bolso do que por qualquer outra coisa, como motivação religiosa (também uma pauta importante há quatro anos) ou os mencionados valores de convivência social.

Todavia outros acreditam que, nesse ano, o buraco é mais embaixo. Subjacente à óbvia pauta econômica, encontra-se uma razão muito maior para que dois pólos tão opostos se encontrem tão equilibrados na disputa presidencial. Está em jogo qual o real caminho que esse país, como Nação, quer tomar. Nunca antes na história a clivagem social brasileira encontra-se tão evidente na intenção de votos como agora. De maneira inédita, os mais pobres estão votando em peso numa candidatura de esquerda ao passo que os extratos médios e altos tendem para o candidato da situação, que já mostrou a que veio. Na clássica definição do economista Edmar Bacha, o Brasil é uma “Belíndia” (uma porção mais rica que se aproxima da Bélgica e outra mais pobre que se identifica com a Índia). Nessas eleições essa divisão parece mais visível do que nunca.

Voto útil, mas com andor.

Diante dos últimos números do Datafolha, a campanha do candidato Lula resolveu intensificar a busca pelo chamado voto útil, com o objetivo de vencer esse pleito já no primeiro turno.

Tentarão convencer os eleitores indecisos e até mesmos os que intencionam votar em Ciro ou Simone Tebet em mudar o seu voto para o petista, com o argumento de que um eventual segundo turno entre Lula e Bolsonaro poderá se tornar uma disputa fratricida que esgarçará ainda mais o país.

Essa tática será usada com todo o cuidado do mundo, para evitar em melindrar os dois outros candidatos (principalmente Ciro Gomes, que costuma ser mercurial quando se trata desse assunto).

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