Fim da escala 6x1 será benéfica,
garante ministro
05/06/26
O fim da escala 6x1, aprovado no dia 27 do mês passado pela Câmara dos Deputados, vai trazer impactos positivos na economia brasileira. A avaliação é do ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira, entrevistado pelo programa Bom Dia, Ministro, no dia seguinte à aprovação. A informação é do site oficial de notícias agência Gov.
“Essa proposta vai ter um impacto muito positivo no Brasil. Nós temos cerca de 15 milhões de brasileiros que trabalham na 6x1, vão trabalhar na 5x2. Nós temos algo como 38 milhões de brasileiros, brasileiras que trabalham em um regime de 44 horas semanais, vão trabalhar com 40. As pessoas vão ter mais tempo para estudar, cuidar da saúde, das suas famílias, vão ter mais tempo para empreender. Também vão estar consumindo mais. Mais lazer, mais cinema, mais restaurante, mais lanchonete”.
A economia brasileira está preparada para essa mudança. Nós não estamos inventando isso no Brasil. Uma parte importante do mundo já fez isso e deu muito certo”, disse Paulo Pereira
A Câmara aprovou por 470 a favor e 22 contrários a Proposta de Emenda à Constituição que acaba com a escala 6x1 e reduz a jornada semanal de 44 horas para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado e proibição de qualquer redução salarial. Para entrar em vigor, a PEC agora vai para o Senado e, se não sofrer alteração, segue à promulgação e terá 60 dias para começar a valer.
O ministro Paulo Pereira destacou que a proposta moderniza as relações de trabalho, com impacto na qualidade de vida dos trabalhadores.
Segundo o ministro, Governo do Brasil estará sensível a setores que podem precisar de regras para se adaptar.
Qual é a vontade e a determinação do presidente Lula? Que a gente faça esse movimento com o menor tempo possível de implementação”, disse
“Essa é uma mudança constitucional, depois disso vem a lei, que vai poder tratar de casos diferentes, vai tratar de processos de transição e assim por diante. Depois o próprio Poder Executivo tem os seus mecanismos para regular setores específicos. É uma regra geral, vale para todo mundo, mas a gente ainda não desceu nas especificidades de cada uma das atividades. O governo está muito preocupado com a questão fiscal, o governo não vai fazer nenhum movimento que atrapalhe a saúde fiscal do país, que gere novos gastos públicos, mas o governo está estudando uma solução que possa, naqueles setores que eventualmente sejam mais afetados, ter um mecanismo que facilite essa adaptação”.
Para isso, segundo Paulo Pereira, foi criado um grupo de trabalho com a participação dos ministérios a Fazenda, do Planejamento e Orçamento e da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte para tratar dessas possíveis adaptações aos micro e pequenos negócios.
“Aquela pessoa talvez tenha que ter um contratado temporário, tem que ter um funcionário a mais. Será que a gente permite que o MEI tenha um funcionário a mais? A gente está avaliando essas soluções. Ninguém vai ser posto para trás, todo mundo vai passar bem por isso.”
As equipes estão trabalhando para tentar olhar possibilidades nesse setor. Ao mesmo tempo que o parlamento tem discussões, nós estamos em diálogo permanente, você tem estudos da sociedade. Está todo mundo unido para tentar achar formas de melhorar esse ambiente sem gerar nenhum prejuízo à macroeconomia, às finanças, ao mundo do trabalho”, explicou o ministro
Quanto pior, melhor
Um dos pouquíssimos deputados a votar contra o fim da escala 6x1, Nicolas Ferreira (PL-MG) subiu à tribuna para criticar a proposta do governo. Ele disse:
O deputado ironizou a possibilidade de demissões em massa por conta do novo regime horário como uma "queda da narrativa" dos políticos e movimentos que apoiaram a pauta. Segundo ele, quando futuras consequências aparecessem, como produtos mais caros e demissões em massa, "esse dia vai ser maravilhoso".
"Quer jogar o jogo? Eu sei jogar o jogo também. A narrativa vai cair. Vamos falar o que agora? 'Que a gente votou ao contrário, que a gente é contra trabalhador?'. Não, mas sabe o que eu vou falar? E vou falar assim exaustivamente sabe o quê? Quando tiver demissão em massa, quando aumentar o preço dos produtos, quando o empreendedor não conseguir mais e vai ter que demitir a pessoa para contratar outra, aí, meus amigos, esse dia vai ser maravilhoso, porque vocês queriam colocar algo e fugir da consequência, mas não. Quando acontecer, eu estarei pronto, de roupa pronta para falar. Quem é o responsável por isso são vocês, que literalmente querem enganar as pessoas", afirmou.
Brasil contra o crime organizado
Entre os dias 24 e 28 de maio foi realizada mais uma fase da Operação Brasil Contra o Crime Organizado, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), por meio da Coordenação-Geral de Fronteiras e Amazônia (CGFron). A informação é do site de notícias agência Brasil.
Durante os cinco dias de operação, foram apreendidos 813,3 kg de drogas, entre maconha, skunk e cocaína, além de 37 veículos — entre automóveis, embarcações e aeronaves — utilizados por organizações criminosas no transporte de ilícitos.
As ações também resultaram em 65 prisões e conduções, reforçando a atuação conjunta das forças de segurança em áreas de fronteira, divisas estaduais e corredores logísticos estratégicos utilizados pelo crime organizado.
Segundo o coordenador-geral de Fronteiras e Amazônia da Senasp, Jacks Galvão, os resultados refletem a efetividade da integração entre as forças de segurança estaduais e federais.
“O crime organizado atua de forma articulada e, por isso, nossa resposta precisa ser cada vez mais integrada. Os resultados desta semana demonstram a capacidade operacional das forças de segurança em identificar rotas criminosas, apreender drogas, retirar recursos das organizações criminosas e prender seus integrantes. Cada apreensão e cada prisão representam mais segurança para a população brasileira”, destacou.
A caixa-preta da caixa-preta
31/01/2020
Em março de 2018, quando o país começava a entrar em clima eleitoral, o governo do presidente pós-impeachment Michel Temer resolveu realizar uma grande auditoria sobre todos os contratos do BDNES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) realizados durantes os governos do PT (mais especificamente entre os anos de 2005 e 2018).
À época se dizia que seria aberta a “caixa-preta” do banco estatal e que haveria a grande possibilidade de vir à público grandes maracutaias impetradas durante a era lulo-petista.
Foi contratada a empresa de auditoria Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP.
Pois bem, quase dois anos depois, a auditoria foi concluída e não foi encontrada qualquer irregularidade naquele período. A “caixa-preta” do BDNES foi uma daqueles fake news que contaminou (e vem contaminando) o ambiente político do país, com informações desencontradas e mesmo deturpadas, criando convicções absolutas na cabeça daqueles cidadãos que, conforme a sua tendência política, aderem a um ou outro tipo de narrativa.
Mas a história não termina por aí. Os serviços deste escritório, que teve dois aditivos no seu contrato, custou aos cofres públicos nada menos que 48 milhões de reais.
O TCU (Tribunal de Contas da União) já deu um prazo para que o banco estatal dê explicações sobre os gastos desta auditoria. Com bem apareceu estampado na manchete do jornal O Estado de S.Paulo do último dia 24, a auditoria da caixa-preta virou uma outra caixa-preta.
O atual presidente do banco, Gustavo Montezano, quis lavar as mãos ao dizer que o contrato da auditoria foi realizado pela gestão passada. Mas os dois aditivos foram aprovados já no atual governo, do grande Jair. Aliás o próprio Montezano assinou um aditivo de 15 milhões de reais a apenas dois meses antes do fim da auditoria.
Falando no Jair, o presidente foi um pouco mais que um siluriformes ensaboado ao ser questionado pelo valor exorbitante do contrato. Numa coletiva de imprensa ele afirmou: "A caixa-preta já foi aberta, bilhões gastos em outros países". Depois virou as costas e foi embora.
Educação em vertigem
O ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) foi criado durante o governo FHC, pelo ministro da Educação, Paulo Renato Souza. Herdado pelos governos petistas, foi aperfeiçoado por ministros como Fernando Haddad.
No decorrer do tempo tornou-se um importante instrumento de avaliação dos estudantes secundários, prestes a ingressar nas Universidades. Tornou-se tão importante quanto os exames vestibulares, que eram um verdadeiro pesadelo para os adolescentes do passado.
Pois bem, no governo da nova era, até o ENEM já começar a pipocar, tal qual o atendimento ao público do INSS. Sob a batuta do “imprecionante” Abraham Weintraub, o exame do final do ano passado apresentou falhas sérias na atribuição das notas de vários estudantes.
Weintraub até admitiu os problemas, mas sem perder aquela aura triunfalista de que está fazendo a melhor gestão do MEC de todos os tempos.