Centro, volver!

22/11/2019

A imprensa amiga praticamente não divulgou essa informação, mas as últimas pesquisas de opinião, que medem a popularidade do mito, constataram uma inflexão que vem incomodando muita gente do governo da Nova Era: se a eleição presidencial fosse hoje quem ganharia seria o petista Fernando Haddad.

Como dizem os experts no assunto pesquisas devem ser analisadas dentro de um contexto e são um retrato, um instantâneo, de um momento. No momento seguinte tudo pode mudar.

De qualquer maneira isso é mais um sinal de estava havendo um desgaste contínuo da popularidade de Jair. Mas esse desgaste é bastante perceptível: é naquela parcela do eleitorado que não está nem à esquerda e nem à direita no espectro político-partidário deste país. É o cidadão comum, tipo o nosso amigo mané dos pubs, que, na hora do escrutínio, usa muito mais a razão do que a paixão para votar nos seus representantes no Legislativo e nos futuros governantes.

Pois os dois “extremos” continuam com os seus séquitos fidelizados, faça sol ou faça chuva. Tanto o Messias quanto o binômio Lula/PT contam, cada um, com cerca de 30% do eleitorado brasileiro.

Por isso os dois lados continuam naquela guerrinha de atacar um e outro que, a esta altura do campeonato, já está entediando muita gente.

Enquanto isso, o chamado centro político (por favor, não confundir com aquela massa amorfa chamada de “Centrão”) continua desarticulada e desorientada.

O MDB, por exemplo, que chegou um dia a ser o “maior partido do Ocidente” está prestes a se tornar uma legenda nanica, caso não logre êxito nas eleições municipais do ano que vem. E o PSDB, que foi o principal protagonista político pós-regime militar, praticamente se tornou um suporte particular para o projeto de poder de uma única pessoa: o governador de São Paulo, João Doria.

Vivem cobrando da esquerda, e do PT, em particular, uma autocrítica por conta de seus erros passados. Talvez o chamado centro autêntico tem que fazer o mesmo também.

Mais um golpe

Evo Morales foi obrigado a renunciar por pressão dos militares. Aliás, não só ele, como todos os outros que estavam na sua linha de sucessão e que eram também do seu campo político. Sobrou uma obscura senadora oposicionista chamada Jeanine Añez Chavez.

Prometeu convocar novas eleições presidenciais, já que as anteriores, que reelegeram Morales, foram marcadas por denúncias de manipulação.

A conferir.