2019 já acabou?

20/09/2019

No mundo político, quando se tem um ano marcado por diversas crises, grandes e pequenas, costuma-se “decretar” o seu fim antecipado.

Diante do fato de que no dito ano já aconteceu tudo o que tinha que acontecer, para o bem ou para o mal, o melhor a fazer é passar a régua e esperar o próximo ano, com as expectativas, esperanças (ou ilusões) de sempre.

O governo do Jair, do Messias, do Mito, adentra-se para o décimo mês de existência e já deu muito o que falar. E escrever.

Uma coisa é certa, os cronistas políticos de todos os quadrantes deste país não puderam reclamar de falta de assunto. Tão imponderável, quanto imprevisível, o comissariado bolsonarista produziu tantos fatos que ficava até difícil para os escrevinhadores comentar, analisar e prognosticar tudo que marcaram os mais de 270 dias do Brasil da Nova Era.

É certo que ainda faltam a reforma previdenciária do deus mercado ser ungida pelo Senado e o Mor ainda trabalha arduamente para garantir o filé mignon (ops, desculpe, a embaixada nos Estados Unidos) para o número três.

Ah, ainda há a votação no plenário no Supremo Tribunal Federal que pode “descongelar” a investigação sobre o número um, que tinha um assessor, o Fabrício Queiroz, com movimentações financeiras pra lá de suspeitas. O destrancamento desta pauta está marcado para novembro.

A Primavera, estação das flores, já chegou, prenunciando o calor tórrido do verão típico destas praias tropicais. Mas desta vez sem o horário de Verão, que o mito extinguiu por decreto.

É dando que se recebe

A manchete da última edição dominical do “Estadão” diz tudo: “Governo se rende às indicações políticas e loteia cargos para ampliar base”. Segundo a matéria do tradicional matutino dos Mesquitas, o governo da Nova Era tem já distribuído vários cargos para indicados de deputados federais, basicamente dos partidos que compõem o chamado “Centrão”. Além de postos de influências, esses políticos ganharam orçamentos robusto, segundo a mesma reportagem.

Novilíngua

Apesar desta “estratégia” se identificar muito com a chamada velha política que o Mito tanto combateu na campanha eleitora, o secretário de governo, Luiz Eduardo Ramos disse que “distribuição de cargo é uma política republicana”.

O Emerildo Gaspariano quase teve uma síncope.