Um partido para chama de meu

18/10/2019

Neste governo da nova era certas coisas que vem acontecendo nem chegam a espantar o nosso amigo mané botequeiro.

Um exemplo é essa guerra aberta que vem ocorrendo entre o clã Bolsonaro e o presidente do PSL, Luciano Bivar.

O PSL se transformou numa poderosa máquina eleitoral por conta do tsunami reacionário das eleições de outubro passado. Como se sabe, o capitão escolheu esse partido pela simples obrigação de ter uma plataforma para lançar a sua candidatura à presidência.

Impulsionada pela candidatura majoritária de Bolsonaro o então micropartido conseguiu eleger a maior bancada de deputados federais, ao lado do PT.

Já houve algumas dissidências, mas ainda assim continua bastante robusta.

Pois bem, como o grande clã não é muito afeito a conviver com o contraditório, o choque com o atual cacique da sigla foi inevitável.

E o que está em jogo efetivamente são os polpudos recursos tanto do Fundo Partidário quanto do Fundo Eleitoral, que o PSL tem direito. É uma dinheirama incrível que qualquer partido político sonharia em ter.

Os Bolsonaros e o presidente Luciano Bivar, se a sensatez prevalecesse, sentariam à mesa e negociariam essa bolada como qualquer político profissional.

Mas como foi dito anteriormente o clã mais poderoso do país não é muito de conversar e nas searas sob o seu domínio (ou em teria) o que prevalece é a vontade do chefe. Daí o atual clima de conflagração aberta dentro do partido.

Mais do que outra qualquer coisa, o nosso amigo Jair desejaria pegar as suas trouxas e largar o PSL, acompanhando de um séquito de deputados que o apoia incondicionalmente.

Mas a coisa não é não simples. Se estes deputados saem, junto com o presidente, eles correm o risco de perder o mandato. Pela Lei Eleitoral as trocas de partido só são autorizadas no chamado período de janela eleitoral. Talvez até o próprio presidente correria esse risco.

Uma das soluções possíveis, já aventadas pelo clã, seria criar um novo partido junto com outros dissidentes bolsonaristas. Mas é uma solução cara e de eficácia política de alto risco.

Por ora, Bolsonaro está “judicializando” a briga, tentando encontrar alguma irregularidade cometida pelo grupo de Luciano Bivar mas motivar o chamam de “justa causa’.

Essa briga ainda promete.