A vacina russa

 

12/02/2021

 

Não houve muito destaque na imprensa, mas o fato é que o governo da Bahia ofereceu ao governo federal as 50 milhões de doses da vacina russa, que está negociando com um Fundo soberano russo.

A informação foi divulgada na página de facebook do governador Rui Costa (PT).

As tratativas entre o Estado da Bahia para trazer essas vacinas começaram em meados do ano passado. Alguns países da América do Sul, como Argentina, Bolívia e Venezuela, já estão imunizando a sua população com a Sputnik V. Coincidência ou não, são países governados pela esquerda ou centro-esquerda.

Vista desde o início com desconfiança pelos países ocidentais, a vacina russa parece ser bastante promissora. Recentemente, a respeitada revista científica inglesa “The Lancet” reconheceu as virtudes deste imunizante. Além disso, o laboratório Astra-Zeneca demonstrou interesse em firmar uma parceria com os cientistas russos que desenvolveram essa vacina.

A Sputnik V, segundo informações, tem uma eficácia próxima a da Pfizer (mais de 90%), mas tem as vantagens de ter menos exigência no seu armazenamento e é mais barata.

O governador Rui Costa disse que, caso a União não queira as vacinas, as mesmas serão usadas para imunizar os cidadãos baianos. A população da Bahia é de cerca de 15 milhões.

Essas 50 milhões de doses adquiridas pelo Estado não tem nada a ver com o lote de 10 milhões de doses que o laboratório brasileiro Química União pretende produzir a partir de um acordo com o governo federal. As vacinas russas serão diretamente importadas.

Se chegarão para todos os brasileiros, ou somente para os baianos, é uma questão de política.

Bloco na rua

Lula da Silva, presidente mor do comissariado petista, deu a ordem e a militância já se movimenta. Fernando Haddad, ex-prefeito de São Paulo e ex-rival do mito na disputa do 2º turno em 2018, começará a fazer um tour por todo o país se apresentando como pré-candidato da legenda.

Lula ainda sonha que o STF (Supremo Tribunal Federal) restitua os seus direitos políticos podendo assim disputar as eleições presidenciais de 2022. Mas como ele sabe que esse sonho pode ser tão efêmero como o próprio Verão, já acionou o plano B, ungindo o seu pupilo favorito para a árdua missão.

O bom moço do Planalto Paulista terá que enfrentar três espetáculos: consolidar o seu nome dentro da legenda (algo relativamente fácil), cooptar os outros setores da esquerda e centro-esquerda e, finalmente, tornar o seu nome palatável algumas alas do centro e até da centro-direita.

É muito laje para encher e o tempo político, como dito anteriormente neste espaço, urge mais do que o normal.