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Rumo a 2022

 

11/10/2019

 

O atual governo mal completou um ano de gestão e muita gente só pensa naquilo: as eleições presidenciais de 2022.

Por essas e outras é que o nosso amigo, aquele do pub da esquina, anda contrariado com os políticos...

Nestes dias, pendurado no balcão, ele desabafou: “Pô, a gente vota nesses caras para resolverem os problemas do país e eles já começam a pensar nas próximas eleições!”.

Pois é, cabeça de político é assim mesmo. Se o ser humano, por si só, adora o poder e as benesses que isso traz a reboque, imagine aqueles que, por vocação, se lançam na empreitada, de quatro e quatro anos, de angariar a proclamação popular.

Mas como vivemos tempos um tanto inusuais, de fato a disputa para as próximas eleições para presidente começou muito que antecipadamente. Como costumava dizer o barbudo de Curitiba: “Nunca antes na história desse país”.

Quem primeiro queimou a largada foi o governador de São Paulo, João Doria. Lançado candidato à prefeitura de São Paulo de 2016, pelo então governador tucano Geraldo Alckmin, Doria foi a grande surpresa daquelas eleições. Vislumbrando pelo sucesso repentino que obteve, a criatura escanteou o criador, e, dois anos depois, disputou o Palácio dos Bandeirantes, logrando mais um novo êxito. Como para ele o limite é a via láctea, Doria pretende novamente trocar de endereço. Quer por que quer suceder o mito em 2022.

É lógico que o Jair não gosta nem um pouco desta história. Mas o pior é que não é só com ele que tem se preocupar. Tem mais gente por aí também sonhando alto.

É o caso do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel. Eleito no embalo do tsunami reacionário das eleições gerais de outubro passado, Witzel percebe também pode chegar lá daqui a quatro anos. E isto apesar de estar administrando um estado praticamente falido e com aqueles sérios e conhecidos problemas crônicos de segurança pública que nenhum capitão Nascimento consegue dar jeito.

Outro que desponta na bolsa de aposta é o apresentador de TV Luciano Huck. Quase saiu candidato à presidência no ano passado. Mas abortou a operação na última hora.

Mas diante do descalabro que tomou conta do país desde que a nova era se iniciou, o showman global também se dá conta que lá na frente a conjunções políticas podem lhe ser favoráveis.

A lista, todavia, não se esgotou. O próprio ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, também é lembrado constantemente pelos articuladores de plantão. Mesmo desgastado dentro do governo, Moro ainda tem a simpatia da nação belga, que o idolatra como um verdadeiro salvador da pátria.

Como diria o bisavô do mané, muita água ainda irá passar por debaixo da ponte. Mas os balões de ensaio já estão livres, leves e soltos.

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