0,4%

06/09/2019

Este foi o crescimento da economia no segundo trimestre deste ano. Ou seja, em seis meses do governo da nova Era, o Brasil continua andando de lado.

Mas parte da imprensa amiga, na ânsia de encontrar algum fato auspicioso, ainda comemorou o resultado pois mesmo foi o dobro do que era previsto: 0,2%.

A equipe do posto ipiranga certamente estourou champanhe quando viu o termômetro cravando esse índice. Afinal se o resultado fosse menor que isso estaria decretada, o que chamam os economistas, de “recessão técnica”.

Naturalmente toda a essa discussão faz muito sentido entre os especialistas do ramo que, munidos de estatísticas e informações, procuram indicar as tendências da chamada macroeconomia.

Mas no Brasil real, do dia a dia, do cotidiano do Brasil não belga, a coisa ainda tão ruim quanto está há muito tempo. As filas de desempregados em busca de alguma vaga continuam quilométricas e para aqueles que ainda conseguem receber algum cascalho no quinto dia útil, ficam desolados ao ver os preços do supermercado aumentarem mês a mês, a despeito do índice oficial apresentar a inflação em baixa.

Certamente o nosso mané botequeiro está se perguntado: se a situação estão deteriorada assim porque não há algum tipo convulsão social como já houve no passado (o mané era criança mas lembrar bem quando no início da década de 1980 o povo se revoltou contra a “carestia” e avançou em massa sobre o Palácio dos Bandeirantes).

A resposta é simples: criou-se durante os governos lulopetistas uma rede de proteção social, basicamente ancorada no bolsa família e também no seguro desemprego, que amortece em grande parte os efeitos devastadores de uma recessão econômica que, em grande parte foi fabricada para fomentar o processo golpista do impeachment que derrubou dona Dilma há exato três anos.

Ajuda que só atrapalha

No próximo dia 27 de outubro acontecerá o primeiro turno das eleições presidenciais da Argentina. O grande favorito é o peronista Alberto Fernández que tem como vice a ex-presidenta Cristina Kichner.

Tentando ajudar na reeleição do atual presidente, Fernando Macri, o nosso amigo Jair andou, nos últimos tempos, lançado, bem ao seu estilo, cobras e lagartos contra a chapa oposicionista.

Mas vendo a repercussão extremamente negativa dessas falas no cenário eleitoral doméstico, Macri pediu para o colega brasileiro tirar a boca do trombone.

Foi prontamente atendido.