Vacina contra a dengue
20/02/26
O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, iniciou, nesta semana, a vacinação contra a dengue para profissionais de saúde da Atenção Primária, com a previsão de proteger 1,2 milhão de trabalhadores da linha de frente do Sistema Único de Saúde (SUS). As primeiras 650 mil doses já foram enviadas aos estados e o restante do quantitativo (550 mil doses) está previsto para os próximos dias. A informação é da agência de notícias Gov.
“A vacinação está começando por toda a equipe multiprofissional cadastrada no SUS. São aquelas pessoas que batem na porta, visitam a casa das pessoas, observam se tem criadouro do mosquito da dengue, fazem o acompanhamento, a mobilização. Também são aqueles profissionais que estão na primeira porta de entrada quando tem casos de dengue”, destacou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A ampliação para outros públicos está prevista para o segundo semestre deste ano, acompanhando o aumento da capacidade produtiva do Instituto Butantan. O início da estratégia começará pelos adultos a partir de 59 anos, com ampliação gradual para faixas etárias mais jovens, até alcançar o público de 15 anos. Com investimento de R$ 368 milhões, foram adquiridas 3,9 milhões de doses, representando todo o quantitativo disponível. O início da vacinação está sendo realizada com as primeiras entregas.
A vacinação da população em geral começa com o aumento da produção de doses, a partir de uma parceria estratégica entre Brasil e China, com a transferência da tecnologia nacional desenvolvida pelo Instituto Butantan para a empresa chinesa WuXi Vaccines. Com essa cooperação, a produção da vacina nacional poderá aumentar em até 30 vezes. A vacina apresenta 74,7% de eficácia contra a dengue sintomática em pessoas de 12 a 59 anos, além de 89% de proteção contra formas graves e com sinais de alarme.
O SUS também oferece a vacina contra a dengue do laboratório japonês, indicada para adolescentes de 10 a 14 anos e aplicada em duas doses. Desde a incorporação, em 2024, 7,4 milhões de doses já foram aplicadas. Entre 2024 e 2025, foram 11,1 milhões de doses distribuídas e 7,8 milhões aplicadas.
Potência de remédios
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou no último dia 13 de fevereiro, em Cabo de Santo Agostinho, Pernambuco, a expansão da fábrica do Aché Laboratórios Farmacêuticos, um dos principais produtores nacionais de medicamentos. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e o diretor-presidente do Aché, José Vicente Marino, também estiveram presentes. A informação é do site de notícias agência Gov.
A nova unidade, localizada no Complexo Industrial Portuário de Suape, começa a operar em 2026 com capacidade de produção de até 40 milhões de medicamentos por ano, incluindo fármacos injetáveis de uso hospitalar e colírios.
Na visita, Lula destacou a evolução da indústria nacional. “Alguns anos atrás, a gente tratava o Brasil como se fosse um país incapaz de produzir os seus próprios remédios. E você [José Vicente Marino] acabou de falar que 60% dos remédios já são produzidos no Brasil. Significa que a gente já não é tão dependente como era alguns anos atrás. E você disse mais: nós temos condições de produzir 100% dos nossos remédios aqui”, declarou o presidente. E completou: “Nós acreditamos que o Brasil vai se transformar numa potência na produção de remédios”.
Avaliação do SUS
A satisfação dos brasileiros com a saúde pública aumentou nos últimos anos e já supera a média da América Latina. É o que aponta a pesquisa Confiança em Instituições Públicas na América Latina e no Caribe, realizada pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). De acordo com o levantamento, a satisfação com o Sistema Único de Saúde (SUS) cresceu 9 pontos percentuais entre 2022 e 2025, passando de 34% para 45%. O índice brasileiro está acima da média latino-americana, que é de 40% em 2025.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou o resultado nas redes sociais. Lula destacou a retomada de políticas públicas, como o Farmácia Popular, e a criação de novas, como o Agora Tem Especialistas. O presidente destacou também que o atual Governo do Brasil não alimenta o negacionismo científico e discursos anti-vacinas.
O estudo da OCDE também mostra a percepção dos brasileiros de que o acesso e a qualidade dos serviços públicos melhoraram no período com aumento significativo de 18 pontos percentuais, indicando avanço na avaliação geral das políticas públicas no país. O índice saltou de 24% para 42%, 10 pontos percentuais acima da média da América Latina (32%).