Kassab aposta em Lula

 

12/08/2022

 

A sexta-feira passada, dia 05, foi o prazo final para que os partidos políticos registrassem no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) os seus candidatos às eleições de outubro desse ano.

Somente para relembrar o nosso amigo mané botequeiro nesse ano escolheremos o presidente da Repúblicas, os governadores dos Estados e Distrito Federal, deputados federais e estaduais e um senador.

O líder nas pesquisas, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o apoio de nada menos que nove partidos políticos. São eles: o PT, o PV, o PdoB (esses três primeiros formaram uma Federação), o o PSOL, o PSB (do candidato a vice, ex-governador Geraldo Alckmin), a Rede de Sustentabilidade (de Marina Silva), o Solidariedade (do sindicalista Paulinho) e também do Avante, do PROS e do Agir (ex-PTC). As três últimas legendas aderiram à chapa Lula/Alckmin na última semana das convenções partidárias. O pré-candidato do Avante André Janones desistiu da corrida presidencial e agora irá disputar a Câmara dos Deputados por Minas Gerais. O Avante tinha como pré-candidato Pablo Marçal.

Pelo fato de haver tantos partidos apoiando a candidatura do PT o ex-prefeito e ex-ministro Gilberto Kassab, presidente do PSD, considerar ser possível uma vitória já no primeiro de Lula. Em entrevista ao site UOL, na quinta-feira da semana passada, ele disse o seguinte: "Análise política vale para um dia. Amanhã surge um fato novo e muda a avaliação. Há 1 ano eu disse que Lula ia ganhar no primeiro turno. Mas passei meses achando que ele podia não ganhar no 1º turno. No dia de ontem, com a saída de 2 candidatos que tinham entre 1,5% a 3%, acho que não é mais impossível. E Ciro Gomes caiu nas pesquisas um pouquinho, então é uma semana que talvez eu possa admitir que possa haver só um turno".

Ainda ao UOL, Kassab disse apostar que, mesmo que haja um segundo turno, Bolsonaro não tem chances de vencer: “Todo eleitor que, no primeiro turno, não vota em um candidato governista, em qualquer eleição, sempre tem tendência de não votar no candidato governista no segundo turno”.

Mirando o interior

Aqui em São Paulo o candidato petista ao governo do Estado, Fernando Haddad, terá como companheira de chapa ninguém menos que Lúcia França, esposa de Márcio França, ex-governador e que será o candidato ao senado pelo PSB. Em companhia desse casal, além de naturalmente, Geraldo Alckmin, o ex-prefeito pretende conquistar o voto do eleitorado do interior do Estado, tradicionalmente conservador e há anos um reduto do PSDB.